EXPOSIÇÕES: Maria Dulce Barata Feyo

Detalhes do evento

EXPOSIÇÕES: Maria Dulce Barata Feyo

Horário: 2 Abril 2011 às 15:30 a 27 Abril 2011 às 20:00
Local: "Árvore - Cooperativa de Actividades Artísticas, CRL"
Rua: Azevedo de Albuquerque, 1
Cidade: Porto
Site ou Mapa: http://www.arvorecoop.pt/
Telefone: +351 222 076 010
Tipo de evento: exposições
Sugerido por: ÁRVORE CRL
Última actividade: 28. Mar, 2011

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Descrição do evento

A Árvore apresenta a exposição de pintura "Silêncios" de MARIA DULCE BARATA FEYO, na sala 1, de 2 (inauguração às 15h30) a 27 de Abril de 2011.


"Paisagem por que não?
Atrevo-me a responder, por mim, porque sim. Dulce Barata Feyo, ao reflectir a realidade como um espelho numa imagem inicial e aparentemente inocente, não deixa criar um segunda realidade – outra, esta submetida ao seu juízo, ao seu sentido de composição e elaboração ...crítica. Na sua pintura a imagem não é conservada mas transformada. Os espelhos não se limitam a reproduzir a natureza, neles as imagens transformam-se , ganham virtualidade e cumplicidades.
[...]
A pintura da Dulce B. F. atrai-me, seduz-me e captura-me num contágio afectivo, num derrame emotivo naquela sensualidade do entendimento e da sua razão gulosa.[...]"
Excerto de texto de autoria de Miguel Veiga



"Paisagens porquê e para quê?
[...]
Paisagens porquê?
[...]
Para alguns pensadores, o interesse que ainda hoje dispensamos à paisagem, cresce na medida inversa do retraimento da natureza. O valor que atribuímos à paisagem é fruto da má consciência que carregamos pela degradação do mundo natural.
A perda de um contacto directo com o estado original daquilo que nos rodeiam e a carência da natureza nas nossas vidas teriam despertado a urgência da sua valorização e da sua apreciação. A natureza converteu-se numa causa a defender, as suas virtudes impuseram-se: o natural está conotado com o bom, o saudável, o recomendável; com a verdade e a autenticidade; com o bem, o conveniente, o moral.
A paisagem é, assim, o substituto possível da natureza, o seu simulacro apetecível.
Paisagens para quê?
[...]
Nos anos 40 e 50 havia um termo muito usado pela crítica da época relativamente às tonalidades densas de terras e ocres, de negros e castanhos a que os artistas recorriam. Era um termo de ressonância sinestésica que qualificava as cores de surdas. Não posso deixar de evocar aqui esta curiosidade porque ao olhar para as cores dominantes do trabalho de Dulce Barata Feyo apetece lembrar essa cor contida e surda que se adequa plenamente à metáfora do silêncio que a sua pintura propõe."
Laura Castro

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