VIAGENS (lá fora): Oito segundos em cinquenta cidades

Eternizar momentos! É a expressão que mais se usa quando se fala em fotografia. E a palavra momentos, em fotografia, remete logo para instantes. Se para si a fotografia é mais do que os tais segundos, o momento intrínseco em si, vai gostar do trabalho que o fotógrafo Nicolas Ruel realizou. Imagine que só pode ficar numa cidade por 8 segundos, qual a imagem que leva na sua cabeça? Não é fácil de imaginar, mas aqui estes segundos podem perfeitamente ser adaptados e criar a frase “8 seconds is a photo time”. Pelo menos nesta coletânea de imagens.

O tempo de exposição está diretamente relacionado com a quantidade de tempo que o obturador da máquina fotográfica leva para abrir e fechar, deixando passar a luz que irá sensibilizar a película fotográfica e formar a imagem. É fácil de perceber que se deixar a máquina a receber luz durante mais segundos, só vai ficar uma imagem estática e bem definida se nada no cenário se movimentar. É quase impossível fazer longas exposições sem tripé. Sim, se a sua relação com o tripé é como a minha, é assim: quando fica com preguiça de o levar é exatamente quando vai aparece uma oportunidade para o usar.

Se se controlar o tempo de exposição e usando a criatividade, é possível fazer fotos com os mais variados efeitos, principalmente a ideia de movimento. Para cenários de água a correr ou fotos urbanas os efeitos podem ser fantásticos.

 Enquanto estudava cinema e relações internacionais, Nicolas Ruel fez viagens em todo o mundo e descobriu a sua verdadeira vocação como fotógrafo. A “8 seconds” é composta por fotos tiradas com filtros que reduzem abertura da câmara. O fotógrafo move a câmara de um sítio para outro durante 8 segundos. Para este projeto, que começou em 2007, Ruel já fotografou 50 cidades, mas a jornada só termina em 2015. Oito segundos vezes muitas cidades ainda virão!