VIAGENS (lá fora): Evasões

Começa com os primeiros indícios de Primavera, aumenta com os dias que se estendem, estica ainda mais com a presença do calor e da perspectiva de praia. A vontade de ter férias, por esta altura do ano, já é tão forte que me evado mesmo quando me encontro sentada à secretária.

E como é que não há-de ser assim se viajar é como que uma terapia hedonista que ajuda a calibrar os níveis internos de satisfação? É bom viajar, é bom recordar do que se viajou, é bom planear o que se vai viajar. O antes, o depois e o durante de mãos dadas a concertarem-se para aumentar o nosso bem-estar. Uma acção tão prolongada que nos vicia e que, como qualquer vício, nos impulsiona, nos move e nos apaixona.

Façamos, então, uma ode às viagens, ao mundo para além da fronteira física e pessoal. Aos outros que habitam para lá do que é nosso, aos espaços que trespassam os pisos que nos são familiares. Façamos das viagens um encontro com o que há de melhor, em nós mesmos e em tudo o que é contemporâneo da nossa existência. Façamos uma ode a ver o que vale a pena ser visto, a contar o que vale a pena ser gasto em palavras.