PASSEIOS (cá dentro): Museu da Electricidade

Considerado um dos melhores 10 museus de Portugal, com entrada gratuita, bons acessos (estação de comboio de Belém à porta) e enquadrado num dos locais mais bonitos do país é crime estar pela zona de Lisboa e não o ir visitar, especialmente se for assim "nerdezinho" como eu..

O edifício por fora é lindíssimo, o vermelho tijolo destaca-se do azul do seu vizinho Tejo. Mas era do interior deste museu que eu não sabia mesmo o que esperar, visto ser reconhecido também pelas suas exposições e actividades - tudo isto organizado com o apoio da Fundação EDP.

Este museu na verdade é a antiga Central Tejo que no século XX forneceu energia eléctrica à cidade e região de Lisboa, sendo a visita a este museu uma visita à evolução da sociedade, que nos reporta para a importância que a electricidade tem na nossa vida, importância essa que só sentimos quando falha a energia.

Diverti-me imenso a visitar este museu, não só pela excelente interactividade que o museu isponibiliza (se não tivermos medo e carregarmos no botão à entrada do Museu e escolhermos se queremos a visita em português ou inglês) mas também por perceber o como ocorreram algumas evoluções.

 

Por exemplo, e agora um momento mais sério, o carro que vêem na foto em baixo foi o primeiro carro eléctrico em Portugal corria o ano 1975, passados quase 40 anos, este meio de transporte ainda não é utilizado com a normalidade que seria especulável. Um combustível mais barato, mais ecológico e donde só se poderia tirar benefícios para a sociedade, porque cerca de 40 anos depois a maioria dos carros ainda circulam a gasolina ou gasóleo?! Fica a questão...



Além do Museu em si existe uma Agenda sempre com programas interessantes como por exemplo a famosa World Press Photo. Fora o museu também existe no seu redor espaços verdes que convidam a belos piqueniques ou a prática de desporto com o Tejo como horizonte, e alguns espaços para bons finais de tarde a beber um copo como por exemplo o "Amo-te Tejo".