VIAGENS (lá fora): Recordando Auschwitz

Foi em agosto de 2011 que, na companhia de minha mulher, visitei o campo de concentração nazi de Auschwitz. O passeio pelo campo, como o que Dante percorre pelo Inferno, vai-se tornando cada vez mais intenso até chegar ao horror máximo. Nos primeiros barracões, convertidos em museu, mostram-se fotografias e mapas que ilustram como se levou a cabo a escolha e construção do campo e da sua situação “privilegiada” no centro da Europa dominada pelos nazis.

A seguir vêem-se em vitrinas alguns restos encontrados no campo aquando da sua libertação pelo exército soviético: toneladas de cabelo humano que servia para fabricar cobertores, milhares de óculos e próteses, malas, roupa e calçado, há inclusivamente vitrinas com roupa, brinquedos e acessórios que pertenceram a bebés ali sacrificados.

Um lugar de horror, para não esquecer. A foto anexa, tirada antes de entrar no referido campo, não traduz o que de macabro iríamos ver e que nos chocou profundamente.