O título é provocativo. Pensei primeiro convidar o leitor a vender aquelas calças que não usa, na Internet. Mas o problema não é a venda mas a compra. Vencer o preconceito.
Se eu quiser comprar uma determinada peça de roupa mais barata como faço? A economia de partilha resolve tudo isso. Só tem de querer.
Falámos com vários proprietários de lojas de roupa usada ou melhor lojas de roupa "pouco usada", corrigem-me, e com o site de referência nesta área www.roupeiro.pt para conhecer a realidade. Há unanimidade de opiniões. Apesar da mudança de paradigma, com a economia de partilha, há ainda alguma réstia de preconceito.
Quero esclarecer isso do "loja de roupa pouco usada" e pergunto o porquê da correcção ao proprietário. O facto, segundo o mesmo, é que a loja recebe maioritariamente roupa que foi usada uma ou duas vezes. Claro que é difícil aferir isso, mas na sua maioria está como nova. Há muitas pessoas que fazem compras de impulso, ou compram um vestido para uma ocasião especial. Já para não falar no Kg a mais que não permite usar mais "aquele vestido". As oportunidades estão lá. Roupa com 30% 40% muitas vezes até 90% de desconto e praticamente nova.
A curiosidade aguça-se. Quem compra então a roupa? Não tem compradores? "São maioritariamente jovens" respondem-me. A nova geração identifica-se com este modelo de partilha. Quer usufruir, procurar peças antigas por uma questão de gosto, ou recentes sem comprometer o seu orçamento para outras actividades. As gerações mais antigas também vão aderindo, mas a um passo mais lento.
Faço o desafio ao leitor, porque não experimenta a entrar numa dessas lojas este fim-de-semana - ou online - e procura lá a peça de roupa que precisa?
São espaços fantásticos onde roupa vintage se cruza com as últimas tendências. Pode poupar e ainda tem uma atitude ambientalmente responsável reutilizando um recurso que de outra forma seria desperdiçado.
COMÉRCIO E TENDÊNCIAS: Já pensou comprar a saia da vizinha?
por Joaquim
18. Fev, 2016
O título é provocativo. Pensei primeiro convidar o leitor a vender aquelas calças que não usa, na Internet. Mas o problema não é a venda mas a compra. Vencer o preconceito.
Se eu quiser comprar uma determinada peça de roupa mais barata como faço? A economia de partilha resolve tudo isso. Só tem de querer.
Falámos com vários proprietários de lojas de roupa usada ou melhor lojas de roupa "pouco usada", corrigem-me, e com o site de referência nesta área www.roupeiro.pt para conhecer a realidade. Há unanimidade de opiniões. Apesar da mudança de paradigma, com a economia de partilha, há ainda alguma réstia de preconceito.
Quero esclarecer isso do "loja de roupa pouco usada" e pergunto o porquê da correcção ao proprietário. O facto, segundo o mesmo, é que a loja recebe maioritariamente roupa que foi usada uma ou duas vezes. Claro que é difícil aferir isso, mas na sua maioria está como nova. Há muitas pessoas que fazem compras de impulso, ou compram um vestido para uma ocasião especial. Já para não falar no Kg a mais que não permite usar mais "aquele vestido". As oportunidades estão lá. Roupa com 30% 40% muitas vezes até 90% de desconto e praticamente nova.
A curiosidade aguça-se. Quem compra então a roupa? Não tem compradores? "São maioritariamente jovens" respondem-me. A nova geração identifica-se com este modelo de partilha. Quer usufruir, procurar peças antigas por uma questão de gosto, ou recentes sem comprometer o seu orçamento para outras actividades. As gerações mais antigas também vão aderindo, mas a um passo mais lento.
Faço o desafio ao leitor, porque não experimenta a entrar numa dessas lojas este fim-de-semana - ou online - e procura lá a peça de roupa que precisa?
São espaços fantásticos onde roupa vintage se cruza com as últimas tendências. Pode poupar e ainda tem uma atitude ambientalmente responsável reutilizando um recurso que de outra forma seria desperdiçado.
Alguns exemplos de peças no Roupeiro.pt