Linha Directa: É preciso trabalhar para amealhar

É uma discussão clássica em Portugal: queremos determinar que a prioridade é o segmento de mercado X, ou que o mercado prioritário é o Y. Todos sabemos que o sol e praia e o turismo de cidade, a que se junta o Meetings Industry são os principais segmentos de mercado, e que o Reino Unido, a Espanha e a Alemanha os mercados primordiais. O que não significa que não devamos trabalhar no sentido de captarmos novos nichos de mercado que podem valer uma mão cheia de milhares de turistas.
Não desperdiçar o que podemos amealhar está a tornar-se um modo de vida para todos nós face aos tempo que vivemos, então porque não ser também o mote do país turístico na conquista de novos nichos de mercado? Deixo aqui o exemplo de um com potencial e para o qual ainda não olhamos seriamente: o Birdwatching, que se estima representar na Europa cerca de 10 por cento das viagens de lazer a áreas ambientais, o que se traduz em mais de 22 milhões de turistas que viajam com estas motivações, sendo que há dados que indicam que só em Inglaterra existe cerca de um milhão de adeptos.
A observação de aves em Portugal tem um percurso tímido mas crescente, já são vários os hotéis e entidades que colocam no mercado oferta destinada aos “amantes das aves”. O Turismo de Portugal editou mesmo um guia intitulado “Roteiro de Turismo da Natureza: Observação de Aves em Portugal” e as entidades de turismo do Algarve e dos Açores têm procurado promover esta oferta que, de resto, existe igualmente em outros pontos do país. O pontapé de saída parece estar dado, há agora que saber aproveitá-lo. De resto esta é apenas uma das muitas oportunidades, em termos de nicho de mercado, que se podem somar. E, portanto, fazer-nos amealhar.
José Luís Elias

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