VIAGENS (lá fora): Caminho de Santiago - Viajando por um caminho diferente

Que sentido poderá fazer hoje, num mundo dessacralizado e materialista, propormo-nos a sair do conforto das nossas casas para por os pés num caminho de muitos quilómetros, desprovidos do bem-estar habitual e tendo que superar um conjunto de dificuldades, quer físicas quer de outra qualquer natureza - que sem duvida nos põem à prova e nos questionam na segurança da nossas certezas - para realizar aquilo a que podemos chamar uma peregrinação? Percorrer o Caminho de Santiago poderá ser uma vivência transformadora, tornando a fase da vida que estamos a viver uma fase mais plena de sentido e alegria de viver. Até porque, acreditem, uma longa caminhada a pé está ao alcance de qualquer pessoa, desde que saiba dosar o esforço em função da idade e da sua condição física.

 

“Deixa o que puderes, leva aquilo que necessites”

 

No mundo antigo as peregrinações, consideradas no geral e desde um ponto de vista histórico e religioso, faziam referência a uma viagem empreendida para visitar um lugar santo, uma cidade ou um templo consagrado pela recordação ou pela presença de um herói, de uma divindade ou de um poder sobrenatural. A peregrinação, assim considerada, encontra-se deste modo presente em quase todas as religiões e culturas, desde a pré-história até à actualidade.

A expressão "peregrino" (do latim, per agros; ‘o que vai pelos campos’) significava, num sentido amplo, o "estrangeiro". Com a peregrinação a Santiago ela tomou um sentido mais preciso, levando Dante, no "Vita Nuovo", a escrever que: "peregrinos" por antonomásia são os que vão a Santiago, sendo "palmeiros" os que vão a Jerusalém e "romeiros" os que vão a Roma. Ser peregrino era (é) pois dirigir-se á Tumba de Santiago em Compostela e fazê-lo com o sentido de "pietatis causa", ou seja, com um sentido cristão, ou pelo menos com alguma intenção espiritual.

Santiago Maior, também chamado Santiago de Compostela, foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Foi feito santo e chamado Santiago Maior para o diferenciar de outros santos de nome Tiago, como o apóstolo Santiago Menor, e ainda Santiago, o Justo. 

Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu e Salomé (esta era uma das mulheres devotas que seguiam Cristo e cuidavam da sua assistência), e irmão mais velho de São João Evangelista. Nasceu em Jaffa, perto da actual Tel-Avive, e tal como o seu pai e o irmão, o apóstolo João, era pescador no Mar da Galileia.

Atendendo ao pedido de Jesus - “Sereis minhas testemunhas, em Jerusalém, em toda a Judeia, em Samaria e até ao fim da terra” - partiram os Apóstolos por todo o mundo a anunciar o Evangelho, tendo Santiago vindo pregar a doutrina cristã pela província romana da Hispânia. Os locais por onde terá passado incluem o que hoje são Braga, Guimarães, S. Pedro de Rates e a Galiza. Quando voltou à Palestina, no ano 44, terá sido preso e decapitado, a mando de Herodes Agrippa I, filho de Aristobulus e neto de Herodes o Grande.

Após estes factos, conta a lenda cristã, que o seu corpo, juntamente com a cabeça, foi levado para fora da cidade para que fosse devorado pelas aves, cães e feras. Todavia, dois dos seus discípulos, Teodoro e Atanásio, transportaram-no até o mar e, numa barca sem leme nem velas, guiados por um anjo, transladaram-no de volta para a Hispânia. Ao local onde ficaram as relíquias, e onde terá sido erguida uma pequena capela, deram o nome de Libredón (Liberum Donum; ‘lugar sem dono’), tendo este caído no esquecimento e acabando aquela destruída.

Até que em 813, um eremita do bosque de Libredón, de nome Pelágio, terá observado durante algumas noites uma “chuva de estrelas” sobre um monte do bosque. Avisado da ocorrência do fenómeno das luzes, o bispo de Iria Flávia, Teodomiro, ordenou escavações no local e terá encontrado uma arca de mármore com o que se assumiu serem os ossos do Santo e dos seus dois discípulos. Neste “Campus Stellae” – de onde se crê provir a palavra Compostela – foi erigida uma nova capela para agora proteger o túmulo do apóstolo que se tornou, à época, um símbolo da resistência cristã aos mouros. A partir do ano 1000 as peregrinações a Santiago popularizam-se, tornando-se a cidade num dos principais centros de peregrinação cristã; sendo também desta altura os primeiros relatos de peregrinos que viajaram a Compostela, percorrendo o dito ‘Caminho das Estrelas’, pois a via láctea parece indicar a direcção de Santiago de Compostela.

Deste modo os Caminhos de Santiago estabelecem-se e atravessam, articulando-o, todo o continente europeu; por eles caminharam milhões de peregrinos; nas suas proximidades construíram-se mosteiros, catedrais, pontes e fortificações, erguendo-se novas cidades; através destas rotas prosperou a economia dos povos e desenvolveu-se uma cultura específica, banhada por uma aura de generosidade extraída de valores solidários e de hospitalidade fraterna. Com estes princípios, defendem alguns, construiu-se a Europa. As bases culturais comuns a todos os povos que habitam o mosaico europeu em que vivemos têm, deste modo, como referência fundamental a fértil história comum que se formou peregrinando a Compostela. Foi assim que, durante mais de dez séculos, multidões de devotos a Santiago peregrinaram incessantemente ao seu túmulo, sendo só após a segunda guerra mundial que esta prática esmoreceu e quase se extinguiu.

 

"O peregrino caminha quanto pode e não quanto quer"

 

Até que no início dos anos sessenta do século passado o pároco de O Cebreiro começou a procurar dar novo folgo às antigas peregrinações jacobeias. Organizou congressos, promoveu associações, reconheceu o Caminho e sinalizou-o, pintando setas amarelas, que ainda hoje se têm, em conjunto com a vieira, como a mais conhecida e segura identificação de um itinerário jacobeu.

Com a sinalização do chamado Caminho Francês o fenómeno disparou, aumentando progressivamente, mês após mês, ano após ano, o número de peregrinos que ocorriam a Santiago de Compostela, calcorreando os velhos caminhos que os estudos e as guias, entretanto efectuados e elaboradas, sugeriam. Reabrem-se antigos e abrem novos albergues, editam-se roteiros e mapas, proliferam os estudos monográficos, organizam-se congressos e seminários, constituem-se Associações de Amigos do Caminho, especializa-se, inclusivamente, a oferta turística das cidades históricas servidas por este itinerário. E o sucesso foi de tal dimensão, que em 1987 o Conselho da Europa o galardoa como Primeiro Itinerário Cultural Europeu e em 1993 a UNESCO classifica-o já como Património da Humanidade.

A Xunta de Galícia, consciente da dimensão universal deste entusiasmo e da sua acção catalisadora para a integração europeia, decide explorar outros itinerários jacobeus de reconhecido sentido histórico, promovendo igualmente a sua reutilização. Inicia assim as diligências para recuperar o velho Caminho Português, indiscutivelmente considerado o mais importante das chamadas rotas secundárias, abrindo concurso público para a sua identificação, caracterização e valorização. E no Ano Santo de 1993 é pela primeira vez divulgado o itinerário entre Tui e Santiago que os Peregrinos preferencialmente utilizavam quando provinham de Portugal. Este magnífico trabalho foi realizado por uma equipa da Asociación Galega de Amigos do Camiño de Santiago, que desde o início do projecto entendeu que o Caminho Português não se esgotava na Galiza, tendo diligenciado todos os esforços para obter apoio para a investigação no terreno em Portugal. E passados quatro anos de dura investigação e trabalho de campo, foi possível fixar o velho caminho para norte de Ponte de Lima, iniciando-se desde logo os trabalhos para sul daquela vila em direcção a Barcelos e ao Porto.

Actualmente, podemos considerar este itinerário definido e fixado entre o Porto e Santiago estando continuamente em curso um conjunto de actividades que têm em vista a sua total recuperação, sinalização e divulgação, promovidas pela Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago. É certo que existe sinalização também a partir de Lisboa, mas sem dúvida que os cerca de 240 km que ligam o Porto a Santiago, com a sua rede de albergues já estabelecida, o rigor da sinalização e um número significativo de caminheiros a percorrê-lo, é, neste momento, o itinerário que mais tem para oferecer.

Historicamente este caminho assumiu-se como uma rota muito usada, quer por portugueses, quer por estrangeiros, particularmente por italianos, de tal modo que o primeiro registo pormenorizado da viagem a Santiago pelo caminho português é da autoria do italiano Giovanni Batistta Confalonieri, que fez a sua viagem em 1594 tendo partido de Lisboa.

Coberto pela poeira dos séculos, e no remanso duma paisagem que se tem mantido em parte incólume ao correr do tempo, mas onde os velhos trilhos deixaram de servir os homens, o velho caminho foi-se apagando lentamente. Mas o traçado estava lá, razoavelmente conservado, adivinhando-se num cruzeiro, numas alminhas, nuns restos de calçada trilhada por fundos sulcos feitos por tantas rodas que ali passaram, e quase sempre ainda bem registado na memória da população local.

Viandar, por este velho caminho de tantas memórias, não é, no entanto, apenas andar sobre um percurso marcado ou realizar um determinado número de quilómetros a pé. Trata-se, isso sim, de andar num caminho motivado “por” ou “para algo”; porque uma peregrinação tem um sentido motivador e uma riqueza pessoal que é necessário descobrir. E o Homem na sua vida é, definitivamente, um peregrino: um ser em viagem de busca de si mesmo, da sua própria identidade e/ou da transcendência (Homo Viator). O que hoje, como ontem, faz de alguém um peregrino neste caminho, é a intencionalidade com que realiza a sua caminhada para Santiago.

Actualmente, no início deste terceiro milénio, assistimos a um interessante, também do ponto de vista sociológico, processo de revitalização da peregrinação a Compostela com motivações, procuras e exigências muito diversas. Em cada tempo histórico surge uma necessidade específica do espírito humano respirar ar puro num mundo que, hoje, asfixia com as suas convicções materiais, procurando um novo encontro consigo mesmo, o contacto com a natureza, ou com Deus. Também aqui, como em todos os fenómenos humanos, dão-se aderências diversas a partir do factor central. Assim, surgem também outras dimensões, como o comércio ou as artes, criando-se, por si mesmo, e em volta deste fenómeno, um grande movimento sociocultural que acompanha o motivo central da peregrinação - integrando a história, a gastronomia, a hospedagem, a arte, o folclore, num quadro de intercâmbio multicultural gerado pela caminhada comum.

 

“Peregrinar não é apenas andar”

 

Sem dúvida que o caminhar a pé até Santiago deve ser preparado com alguma antecedência, planeando e recolhendo informação sobre o percurso, as suas dificuldades e pontos de apoio, o que levar, e ainda, a indispensável preparação física, mas também emocional, mental, e, para quem assim o entenda, alguma preparação espiritual, que poderá ser de cariz mais, ou menos, religioso.

Muitos caminheiros conseguem fazer um trabalho de modificação interior, aproveitando o caminho para questionar abertamente o seu presente e revendo conceitos de abordagem difícil como: a culpa, o ressentimento, a posse, o apego, os juízos e julgamentos, o perdão, a justiça, o amor, a mudança, o peso do passado, o futuro, etc. Aqui, as experiencias do caminho podem ser, se devidamente entendidas, autenticas lições de vida.

Quando, e se, começar a sua caminhada, lembre-se que se a sua atitude for a que se espera de uma pessoa que se predispõe a uma peregrinação, não voltará a mesma pessoa que partiu, porque este caminho imprime um nova força à alma; porque é um caminho com uma forte dimensão mística; podendo inclusive ser visto como uma via de iniciação a um outro olhar, a um outro sentir.

Seja porque se procura algo, muitas vezes indizível e inexplicável, seja por ter fé ou por qualquer outra motivação, uma peregrinação marca sempre a vida de quem a faz. Porque, no decurso da mesma, o importante é viver o caminho e através dele alcançar o que se procura, numa busca de verdade que nos confira sentido para a vida.

No fundo todos somos já peregrinos, pois a vida é nada menos que uma constante peregrinação, entre lugares, pessoas, vivências, memórias; caminhando tantas vezes à procura de algo que sempre nos falta e a que nem sempre conseguimos sequer dar nome. Quando alguém se decide a pôr-se a caminho de Santiago, está a dar a si mesmo uma oportunidade para reflectir sobre esta sua ‘peregrinação na vida’. Simbolicamente, e ao longo do caminho, revemos os passos que já demos ao mesmo tempo que preparamos os passos futuros.

Podemos pois ver o(a) peregrino(a) como um(a) homem/mulher em busca de força renovadora; alguém que sente o chamamento do caminho e que quer mudar alguma coisa na sua vida, encontrar algumas respostas, pacificar-se e compreender onde estão os seus erros e as suas qualidades. É um caminho a fazer com humildade, e que nem sempre corre como planeado, que traz lições que revelam ao caminheiro ensinamentos, novas constatações, revelações inesperadas. É pelo caminho, tal como na vida, que surgem momentos de confronto (a partir de situações difíceis), quer com os outros, quer consigo mesmo, mas também ocasiões de reconciliação ou de superação, que, por exemplo, podem manifestar-se através da firme resistência às dores físicas ou à forte vontade de desistir e voltar para a habitual (e contraditória) zona de conforto em que vivemos.

Há peregrinos, e são muitos ao longo dos séculos, que morreram no caminho, e mesmo hoje o caminho encerra perigos; o caminho é perigoso como perigosa é a vida; há peregrinos que renascem no caminho; há peregrinos que se redescobriram; há peregrinos que recebem do caminho aquilo que procuravam; tal como há os que fazem o caminho, mas que não deixam que o caminho os percorra, os transforme. O caminheiro que hoje encontramos, e este é também um caminho de encontros, vai motivado por múltiplas razões: vai por motivações de fé religiosa; vai em busca espiritual; vai por inquietação existencial; vai por razões históricas e culturais; ou vai para praticar caminhada, pela aventura ou por desejo de contacto com a natureza.

Outras eram, certamente, as motivações que moveram os peregrinos do passado, mas, ontem como hoje, o caminheiro que vai em marcha só encontrará o que procura se fizer o caminho com o coração, e só colherá boas lições se mantiver a sua mente e a sua intuição abertas para compreendê-las profundamente. Do caminho, deste como de qualquer outro, retiramos sempre aquilo que nele pomos de verdadeiro.

 

"Porquê tanta pressa, se é a ti mesmo onde tens que chegar?"

 

Quem procura modificações interiores, quem procura tornar-se melhor pessoa, deve estar disponível para durante o caminho avaliar corajosamente os valores que norteiam o seu propósito de vida; deve manter sempre a esperança de, apesar das muitas dificuldades, alcançar os seus objectivos, em simplicidade e humildade. Quer durante a peregrinação, quer sobretudo depois dela, deve entregar-se generosamente à partilha, à entreajuda, à solidariedade ou caridade cristã; deve praticar a renúncia ao supérfluo e suportar as durezas do caminho com espírito de sacrifício; deve cultivar um sentimento e um comportamento de genuína humildade e despojamento; deve, depois de constatar as suas próprias falhas, reconhecendo-as, decidir mudar, reconciliando-se consigo e com os outros; deve estar aberto para receber aquilo que a vida lhe puser… no caminho; ou encontrar Deus, se for isso que procura.

Se algumas pessoas fazem uma peregrinação para encontrar soluções para os seus problemas, ou porque procuram nela força e renovação para a sua existência, outros querem com ela marcar um momento de mudança, um virar de página, a superação dos seus medos, pedir uma graça ou mesmo pagar uma promessa. Todas as motivações são válidas. A maior parte dos caminheiros sabe qual a sua razão interior para ali estar, mas alguns, apesar de terem sentido uma vontade irreprimível de partir, só no caminho descobrem porque vieram. Qualquer que seja o caso, quem está a caminhar não deve preocupar-se apenas com os passos que pisam o chão. O tempo de caminhada deve também ser o tempo de introspecção, de reencontro consigo mesmo, de questionamento, de contemplação do mistério que é a vida ou de ligação a Deus, através da figura do apóstolo, para aqueles que forem cristãos.

É a partir de uma ligação franca e verdadeira com o que nos transcende, que o caminho coloca á nossa frente situações que, entendidas como lições, são uma das partes mais valiosas de uma peregrinação - um processo de aprendizagem muito pessoal, inesperado e único. Por isso se diz que não é o peregrino que vai pelo caminho, mas o caminho que leva o peregrino. E tanto melhor o levará, quanto maior for a sintonia deste com as forças com que nos cruzamos, em cada velha igreja ou capela, cada cruzeiro ou alminhas, cada ponte ou rio, cada vale ou serra, que devemos procurar olhar com sentido profundo, talvez pela primeira vez na vida, parando alguns instantes, e ligando-nos desse modo a todos os seres humanos que ali passaram, que levantaram aquelas paredes, que cultivaram aqueles campos; que viveram antes de nós e, partindo, nos deixaram o seu legado.

Cada um incorporará a mística do caminho ás suas crenças religiosas, espirituais ou apenas culturais, como bem entender, mas se o peregrino não observar ou não der a devida atenção às forças actuantes dentro do mesmo, a possível dimensão transformadora da sua peregrinação ficará diminuída.

 

"Turista exige, peregrino agradece"

 

O primeiro passo na busca que o caminho corporiza é esvaziar-se. Seja o que for que procura é preciso abrir espaço em si para o que há-de vir. Para isso, nunca desvalorize a simplicidade; jamais subestime a humildade. Esse é o grande segredo, quer do caminho, quer da vida. A vida é tudo o que ela contém, e é isso que a torna o maior poder que existe. Irá surpreender-se então em como as grandes lições virão das coisas mais triviais. O grande mistério é grande na sua simplicidade, e é um mistério para que só os humildes o conheçam. Porque quanto mais complexos ficamos, mais oculto(s) fica(m) o(s) nosso(s) caminho(s).

O Caminho, este para Santiago que aqui vos propomos, é, foi e será, como diz uma velha canção medieval, sempre para todos.

  Bom Caminho

 

El Camiño se abre a todos, enfermos y sanos,

No solo a católicos, sino aún a paganos,

A judios, hereges, ociosos e vanos

Y más brevemente, a buenos y profanos.

 

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Comentário de Patricia Caldeira da Silva em 18 Novembro 2011 às 12:55

Gostei muito de ler e agradeço a informação sobre a envolvente histórica. Muito útil!  Fiquei com vontade de me lançar por estes caminhos.

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