ENTREVISTA: Ana Free, o talento descoberto no YouTube

Sensível, aventureira e decidida. Ana Free é uma compositora compulsiva desde os seus tenros onze anos. Reúne ao todo cerca de trezentas canções originais, escritas e compostas por si. Aos oito anos pegou na guitarra do seu irmão mais velho, que ao contrário de Ana não ligava às cordas. O pai, iniciou-a nos primeiros acordes e foi amor à primeira composição.
Criativa e sonhadora, Ana Free gosta de contar histórias através das suas músicas. Deu o salto para a ribalta em 2008, quando começou a inserir vídeos de covers num canal do YouTube. Ao fim de um ano acumulava milhares de visualizações e participou numa campanha publicitária da ZON, o que contribuiu para o destaque do seu primeiro single “In My Place” nos top’s de música.
Nunca deixou de escrever e realizou mais de trinta espectáculos à volta do mundo. Participou em vários projectos diferentes, tendo lançado um EP pop “Radian” que estrou na América do Norte, em concertos lotados, realizados em Miami e Nova Iorque. Ana Free já abriu concertos para artistas como Shakira, James Morrison e Ronan Keating.
Actualmente completou o seu álbum de estreia "To.get.her", que será apresentado em Portugal, na próxima quinta-feira, dia 31 de Janeiro, no TMN Ao Vivo, espectáculo para o qual já oferecemos bilhetes.

É conhecido por parte do público que a tua viagem pela música começou quando começaste a explorar uma pequena viola espanhola que era do teu irmão. O teu pai iniciou-te nos primeiros acordes. De que forma foi importante o papel do teu pai na escolha deste teu caminho?
Os meus pais tiveram um papel muito importante no que diz respeito ao meu crescimento e ao meu amor pela música. Sempre me encorajaram e é por isso também que continuo a acreditar nos meus sonhos. Foi essencial ter pais com o espírito aberto e que me entendem.

Como surgiu a ideia de começar a partilhar no You Tube?
Eu comecei a postar vídeos no YouTube quando a plataforma estava na sua infância, mesmo antes da explosão de media digital, vídeos etc. Foi algo que estava a crescer e não havia forma de ignorar o divertido e interessante que seria partilhar os meus vídeos, por isso criei o meu canal.

De que modo o YouTube mudou a tua vida?
Deixou-me interagir com o meu público de uma forma inovadora. Foi a plataforma que me ajudou a dar os primeiros passos no mundo da música e que ainda apoia muito a carreira que tenho hoje.

Consideras as redes sociais uma plataforma importante na divulgação do teu trabalho? De que forma pode este novo tipo de comunicação ajudar os novos artistas?
Para mim as redes sociais são essenciais. Para aquilo que faço e quero fazer é mesmo importante ter uma presença forte online. Recomendo a qualquer artista que queira construir uma base de fãs a usá-las.

Como é que a música te ajuda a expressar os teus sentimentos? Escrever ajuda-te a ultrapassar situações difíceis?
Escrever foi sempre algo que me ajudou a contextualizar os eventos da minha vida. Ao mesmo tempo serve como um escape às emoções fortes, embora ache que é divertido poder escrever os meus sentimentos em conjunto com uma dimensão musical. É mais bonito do que falar dos teus problemas, parece que tem mais significado, que capta algo do sentimento que as palavras não podem.

Onde te inspiras? Quais os teus cantores/bandas favoritos?
Inspiro-me com tudo. Não tenho medo de sentir e isso é algo bom porque consigo interpretar todas essas emoções musicalmente. Encontro inspiração nas alegrias, na solidão, na tristeza, no amor e na nostalgia. Oiço um pouco de tudo, desde Bob Marley a Pink, Beyoncé, Pixie Lott, 30 Seconds To Mars e John Mayer.

Estás prestes a lançar o teu álbum de estreia “To.get.her”. De que histórias falam as músicas deste trabalho?
Este trabalho é um conjunto de muitas histórias, cada uma contada do seu próprio modo em cada canção. Algumas escrevi antes do projecto se realizar e outras durante o processo de gravação. Cada música tem um pedaço do meu ponto de vista e do meu espírito.

Licenciaste-te na área de Economia em Inglaterra. Continuas a conciliar a Economia com a Música? Que projectos tens para o futuro?
Não. Eu estudei porque não quis perder a experiência da faculdade. Gostava de Economia na escola por isso segui mas nunca foi com uma ambição concreta de ser Economista. Um dia gostava de as conciliar de alguma forma. Neste momento estou 100% focada nos meus projectos como ser uma das caras da Volkswagen Global no Hawaii e em breve mudar-me para Los Angeles.

Neste momento vives em Londres. Do que é que sentes mais falta de Portugal?
Sinto falta da comida, do conforto de estar em casa com a minha família e também do tempo.

Se fizesses um artigo para o MyGuide, uma comunidade de editores nas áreas de Viagens, Cultura e Lazer, que destino em Portugal elegerias?
A minha parte favorita de Portugal é o Alentejo por isso recomendaria uma visita ao Alto Alentejo no Outono.

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