“ A Arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”
É com esta frase de Picasso, entre mais algumas emblemáticas, que entramos na sala de espetáculos do Teatro Turim.
A sala está escura, os bancos brilham voluptuosos e vermelhos em veludo. No palco, uma chaise-longue ao centro, uma lua cheia em cima do mar é projetada numa tela gigante, que servirá de pano de fundo para todo o enredo, e no canto esquerdo repousa uma mesa com um espelho de camarim em cima.
O som de ondas do mar inunda a sala e é esperada a entrada da Antónia, a protagonista do monólogo da primeira parte da peça “Martírios: Mátria ou Amor-te”.
Antónia chega imponente, coberta por um casaco de peles e um vestido festivo e provocante. O som do mar é substituído por um hit de David Bowie: Heroes. Antónia dança em frente do espelho extasiada, liberta mas nostálgica também. A sua imagem é projetada na tela gigante que está de frente para o público, e grande parte da comunicação com os espectadores é feita através desta tela gigante. Entre o palco e a tela são cozinhadas emoções que vão directas ao coração do público.
A primeira parte da peça é um desabado de uma personagem feminina sofrida, que partilha as suas angústias sobre o amor, a vida e as relações.
“As boas coisas são sempre as que duram menos.”
Antónia pergunta-se “como é que se acaba com o amor?” Porque é que este não morre? Em vez disso “fica velho, feio e cheio de rugas” e faz sofrer. Esta personagem veio partilhar a história desse amor velho com o público, e este é confrontado com a imagem de Antónia, projetada na tela, em grande plano.
A segunda parte da peça é um diálogo, mas um diálogo preenchido com muito mais do que uma troca de palavras entre duas personagens. É uma troca sim, mas de emoções, de medos, de alegrias, de fatalismos (in)calculados. Duas mulheres comunicam entre si por um computador portátil, e falam com o público através da tela gigante no palco. São duas guerreiras, protagonistas das suas vidas, as heroínas das suas escolhas.
Assim são as personagens deste espetáculo: fortes, genuínas, humanas e mulheres.
A peça “Martírios – Mátria ou Amor-te” é a segunda criação da Arena de Feras e trata-se de uma experiência multidimensional, já que é um género de teatro híbrido que cruza o teatro com a música, cinema e as artes plásticas, e no qual se desafia os actores à consciência dos dois planos de representação: entre o palco e a tela.
“Martírios – Mátria ou Amor-te” está em cena no Teatro Turim até dia 4 de Novembro. Não perca a oportunidade de descobrir os segredos provocadores destas mulheres, que se despiram de preconceitos e fizeram-se ouvir.
Horário: dias 25 a 28 de Outubro e 1 a 4 Novembro, às 21:30 e domingos às 17:00.
Morada: Teatro Turim, Estrada de Benfica 723, 2715-311 Lisboa
Exibições: 282
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