Era um daqueles dias de autêntica letargia em que os passos que damos são independentes do resto do corpo.

Eram 13.00 horas, atravessávamos a ponte ainda sem saber onde almoçar, íamos conversando de tudo e de nada e conduzindo, também o carro tinha vida própria. Nesse dia não havia rumo ou destino pré-definidos, andávamos ao sabor do nada.

Parámos no Seixal a admirar a baía, onde outrora a frota de Vasco da Gama partiu rumo a Belém. E como de navegadores reza a história portuguesa e do mar partimos em direcção ao mundo, resolvemos almoçar por ali, revivendo o contexto dos pensamentos e dos descobrimentos. Ali se construíram as naus, ali construímos a nossa tarde.

Entrámos no Restaurante Cacilheiro do Tejo e deleitamo-nos com uma carne em vinho tinto e umas migas, a acompanhar com um vinho da casa. Se o manjar estava agradável a paisagem ainda mais. Almoçar a ver os contornos do horizonte reflectidos na água no interior de um cacilheiro não é para muitos, é apenas para os que em tempos andaram por mares nunca dantes navegados, os portugueses claro está! 

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Comentário de Erica Duarte em 25 Fevereiro 2011 às 20:22
Gostei do texto :) e o restaurante também me parece bem!
Comentário de Susana Monteiro Fonseca em 25 Fevereiro 2011 às 12:45

Aqui ficam os contactos:

 

telefone: 935805050

www.cacilheirodotejo.blogspot.com

 

Comentário de MyGuide em 25 Fevereiro 2011 às 11:02
Boa sugestão, Susana. E os contactos do restaurante, para também nós podermos lá ir?

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