O Milagre das Rosas. Em tertúlia, dia 20 de Novembro.


O quadro é de Mestre Lima de Freitas. Representa o místico Milagre das Rosas imputado à Rainha St Isabel, ou Isabel de Aragão, como ficou na História ibérica. Entretanto, Teresa Gomes Mota escreveu um livro "Alma de Isabel", em que se aborda a imagem do passado e do presente de Isabel de Aragão. Mais esotérico que exotérico, portanto.

Uma tertúlia sobre este tema vai ter lugar dia 20 de Novembro sob a forma de um almoço debate em Alenquer. Local suposto, aliás do dito Milagre das Rosas, que também aparece relacionado com o Castelo do Sabugal, ou com Coimbra. Oradora, a Dra Teresa Gomes Mota (médica cardiologista).

Quem esteja intressado e pertença à comunidade MYGUIDE, pode ir, se se inscrever previamente nesta iniciativa do Clube e Tertúlia do Bar do Além, onde tem acesso, sem pagamento de joias ou quotas, sequer preenchimento de fichas! Já basta o custo do almoço de menu completo. Mais sobre a Tertúlia em: www.bardoalem.blogspot.com
E quanto aos autocaravanistas? bem podem ir de véspera, ou pernoitar na noite deste evento. A Tertúlia do Bar do Além está integrada no Alenquer Camping (http://bardoalem.dosdin.pt/?page_id=7) e aqui há uma pllataforma dedicada às autocaravanas e uma estação de serviço para estes veículos. E quem não for autocaravanista? pois tem também a solução de ficar instalado nos respectivos bungalows (http://dosdin.pt/camping/?page_id=6) . Para os frequentadores da Tertúlia há preços especiais,naturalmente

Claro que o tema sendo sobre Alenquer calha bem numa Tertúlia do Bar do Além, sita em Alenquer. Esta vila fez parte do dote oferecido à infanta de Aragão pelo seu marido o Rei D. Dinis. A Rainha e Santa, foi beatificada e canonizada, Aliás no brazão da ainda hoje Vila de Alenquer, figuram tantas rosas quantas as Freguesias que ao tempo a integravam. A lenda que se perde em contornos nas curvas do Tempo. Remonta ao século XVI,e hoje dela existem várias versões...que por piedade viu transformadas rosas em moedas de ouro, ou que antes foram estas que se transformaram em rosas, ou até mesmo, teria sido o pão que distribuía contra a vontade do marido e Rei aos pobres, que perante a proibição e as invectivas deste se transfiguraram em rosas.

Teria sido assim?
Ha quem atribua profundo significado simbólico e hermético à lenda como é o caso de Vitor Adrião, aliás membro e orador da Tertúlia. Veja-se em; http://lusophia.portugalis.com/forum/forum_posts.asp?TID=131&PN=1
Aqui este investigador esotérico escreveu:

Quem não se lembra, ainda, desse famoso e alquímico “Milagre das Rosas transformadas de Pães” pela excelente Budhai de Sintra e antes Rainha Santa Isabel de Portugal? Momento prodigioso, diz a lenda piedosa, em que o esposo D. Dinis a surpreendeu indo com o regaço cheio de pães a distribuí-los aos pobres deste mundo, dando assim consumação à virtude capital da Caridade ou Amor Universal… Pães de Vida que se transformaram em Rosas de Luz, de Afecto sublime e Mistério divinal… tais quais as Rosas de Santa Maria que, de além Bojador dobrado ou vencido, o argonauta Gil Eanes trouxe a seu Mestre, presenteando-o, o Infante Henrique de Sagres, hoje mesmo Budha de Sintra e já na sua época representação deifica do Budha Terreno, Mitra-Deva, aportando consigo a Omnipresença do Terceiro Trono, Deus Espírito Santo.

A ver com esse acto miraculoso da Rainha Santa está o seu outro, também ocorrido em Alenquer, a “Vila Presépio”, aquando pagou a jorna aos construtores do convento de São Francisco com rosas vermelhas, e quando eles chegaram a suas casas viram, com suma admiração, que as flores haviam se transformado em moedas de ouro. Consequentemente, Rosa de Ouro, símbolo de Iluminação que é a maior paga ou conquista que um Construtor-Livre ou Iniciado Verdadeiro pode ter no final da sua Obra de Espírito Santo, de Maçonaria Original, Operativa e Iniciática, de verdadeiro Príncipe Rosacruz ou Cavaleiro do Pelicano que está bem no Grau 18 da Maçonaria Escocesa, pois que expressa na Terra a criação do Céu, do Mundo da Mãe Divina manifestada na pessoa sublime de Ísis-Bel, a nossa Santa Rainha de Portugal, garante da Paz de Deus entre os homens.



Havera alguma outra alegoria objectivamente decifrável por detrás da lenda? alguma reminiscência biblica da queda do maná dos céus, ou da multiplicação dos peixes, ou mesmo da transformaçao da água em vinho nas bodas de Canaan?

O facto, é que o cancioneiro popular português regista este romance nestes termos:
Romance da Rainha Santa Isabel





Peço graça com fervor

Do divino Manuel,

Para que haja de rezar

Da Rainha Santa Isabel:

Em Saragoça nascida,

Segundo a oração diz,

Foi rainha mui querida,

Mulher d’el-rei Dom Dinis;

Aos pobres socorria

Com entranhas do coração;
Pois de ninguém se fiava,

Sua esmola apresentava

Com a sua própria mão.

Vindo a “santa” um dia,

Com seu regaço ocupado,

Pelo tesouro que havia,

Com el-rei eis encontrada!

«Que levais aí, Senhora?

Levo cravos e mais rosas,

Para mais nossa alegria.

Bem sei que levais dinheiro,

Segundo sois costumada;

Antes que muito me cheira,

Rosas em Janeiro,

É de maravilha achá-las!»

A Senhora

O seu regaço lhe amostrou,

Cravos e rosas achou,

Um cheiro que admirava.

«Ó rainha excelente!

Meu tesouro podeis dar,

Minha coroa empenhar

Porque tudo estou contente.»

Estando a “santa” um dia

Na sua sala sentada,

Chegou-lhe um pobre chagado,

Se o podia arremediar;

Ela lhe disse

Com palavras de amor:

«Mandarei chamar o doutor,

Que vos haja de curar.

Senhora, se queredes

Ter o vosso coração inflamado,

Deitai-me na vossa cama,

Que eu serei remediado.»

A Senhora

De pés e mãos o lavou,

Na sua cama o deitou.

Um cavaleiro, que no paço

Havia encontrado,

A el-rei tudo é contado.

Vindo el-rei muito agastado,

Com tenção de a matar,

Contra a clemência que usava;

Na cama onde repoisava

Deitar um pobre chagado.

A Senhora correu o cortinado,

Achou Jesus crucificado!

Muito chorou o rei com ele

Dos milagres, que ela tinha obrado.

Em Estremoz acabou

Em Coimbra está sepultada,

No convento que formou

De Santa Clara sagrada.

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