Todos os anos, a cerimónia dos Óscares assinala uma das maiores concentrações de estrelas do planeta.

O mundo pára durante a madrugada (para nós portugueses) para conhecer os filmes premiados e para ver desfilar no célebre tapete vermelho algumas das mais belas caras do grande ecrã.

Mas nem sempre é a beleza dos actores que mais impressiona. Por vezes, é necessário um trabalho árduo para transformar aquilo que é naturalmente belo em algo “diferente”, diria mesmo que se trata de uma arte em si, a arte da caracterização.

 

As grandes transformações são muitas vezes meio caminho andado para dar nas vistas nos Óscares – quem não se lembra da bela Charlize Theron em Monster, um papel onde a imagem da actriz foi completamente modificada para dar vida à prostituta serial killer Aileen, ou mais recentemente a actriz Rooney Mora no papel marcante de Lisbeth Salander em The Girl with the Dragon Tattoo.

Seguem-se alguns trabalhos de caracterização que me parecem alvos de nota:

CHARLIZE THERON – Monster (2003)

Um trabalho verdadeiramente impressionante que lhe valeu um Óscar como melhor actriz. Para desempenhar o papel, Theron foi obrigada a entrar numa dieta especial para engordar, a caracterização escureceu a sua pele e até próteses dentárias especiais foram usadas para recriar a serial killer Aileen.

GLENN CLOSE – Albert Nobbs (2011)

Não é qualquer actriz que é capaz de desempenhar o papel de um homem, ou de uma mulher que se faz passar por um homem. Em Albert Nobbs, Glenn Close volta a vestir a pele do mordomo, que já havia interpretado no teatro durante anos. O trabalho de caracterização que transforma por completo esta actriz é estupendo e mostra o verdadeiro potencial da caracterização.

Helena Bonham Carter – Alice in Wonderland (2010)

Ela é um verdadeiro camaleão, assumindo completamente os personagens mais diversos. Em Alice in Wonderland o fantástico trabalho de caracterização transformou a actriz  numa rainha vermelha verdadeiramente irreconhecível.

Hilary Swank – Boys don’t cry (1999)

A mudança de visual protagonizada por Hilary Swank no filme Boys don’t cry transformou a bela actriz num rapaz, à semelhança de Glenn Close. A transformação deixou a actriz irreconhecível.

Michelle Williams – My Week With Marilyn (2011)

A transformação de Michelle Williams foi de tal forma credível que a crítica se rendeu a esta “nova” Marilyn Monroe. Para recriar o visual de Marilyn a actriz tentou ganhar algum peso, mas o efeito não foi o esperado, cabendo à caracterização a responsabilidade de lhe dar as “formas” físicas da diva.

Natalie Portman – Black Swan (2010)

Existe também um limite até onde a caracterização pode ir. Para interpretar Nina Sayers, em Black Swan, a actriz foi obrigada a treinar diariamente com uma bailarina profissional, várias horas por dia, e a perder uma grande quantidade de peso, mesmo já estando em forma, tudo para que o resultado final mostra-se um corpo de bailarina.

Depois de toda essa transformação física, o trabalho colocado na caracterização do personagem permite-nos acompanhar os saltos de Nina Sayers entre a vida real e os surtos de loucura, à medida que esta se transforma no cisne negro. Um dos meus trabalhos preferidos.

Rebecca Romijn – X-Men (2000)

Reconhecer Rebecca Romijn debaixo de todo o trabalho de caracterização que dá vida a Mystique é um trabalho para verdadeiros fãs. O cabelo vermelho, olhos amarelos e pela azul escamada tornam quase impossível reconhecer a actriz. 

 

Mas as maravilhas da caracterização não são um exclusivo dos grandes estúdios de Hollywood. Também por cá se fazem excelentes trabalhos de caracterização.  Destaque para a empresa Manobras de Arte cujo trabalho podemos acompanhar regularmente em vários programas da televisão portuguesa.

O talento de Sérgio Alxeredo transforma os rostos de actores e cantores que todos conhecemos nas mais diversas personalidades famosas. O verdadeiro desafio é descobrir as diferenças:

Todos conhecem o cantor Toy mas muitos hesitariam em chamá-lo por outro nome que não Stevie Wonder, tal a semelhança com o cantor após o trabalho final de caracterização.

Já Manuel Marques está totalmente irreconhecível no papel de Catarina Furtado.

Transformar um actor/actriz numa personagem totalmente diferente é, por si só, uma forma de expressão artística à qual muitas vezes não reconhecemos o devido valor, mas que não deixa de ser um trabalho verdadeiramente impressionante.

 

Imagens: Manobras de arte
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