Finalmente chegava o dia de partirmos em direcção a Paris, uma viagem de 4 dias, há muito programada e na companhia de grandes amigos.

Apanhámos o avião Easyjet a um preço fantástico de 60€, no Porto. Começava aí a grande aventura com a expectativa de uma grande viagem.
Íamos um pouco às escuras, pois como temos família em Paris, deixámos que eles programassem o que iríamos ver em cada dia.

Paris é uma cidade com importantes monumentos arquitectónicos, desde a gloriosa Catedral de Notre Dame, passando pela magnificência de Versailles e indo até ao espetáculo vanguardista do Centro Georges Pompidou. Esta cidade é um esplendor, e decidiu o destino de reis e impérios e albergou muitos dos maiores artistas, escritores, filósofos e músicos do mundo.
Esta é uma cidade para desfrutar sem pressa. Calce uns sapatos bem confortáveis, decida o que vai visitar e depois, percorra-a com calma.

Vista da cidade
Rio Senna


1º Dia
Começámos o dia muito cedo, tendo ido para a estação do metro para ir ter com o nosso guia (primo). E começava assim o nosso roteiro.



Paragem de metro

Iniciámos o nosso percurso em direcção à Praça Parvis e pelo caminho passámos pela Sainte Chapelle. A belíssima Sainte Chapelle, foi construída em 1246-8 pelo arquitecto Pierre Montreuil, para o santificado Rei Luís IX poder exibir a Coroa de Espinhos de Cristo, entre outras relíquias. Este elegante edifício, trabalhado com filigrana é actualmente um museu.
Chegados à Praça Parvis, vemos a Catedral de Notre Dame, pena foi ela estar em obras de manutenção por fora e ter sido difícil tirar fotografias. Já lá dentro deixámos a nossa mensagem no  "Livre de Vie" .
Esta é uma das mais antigas Catedrais francesas em estilo gótico, culminando numa série de templos erguidos em honra do Deus pagão, Cernuno.
Esta Catedral foi construída entre 1163 e 1330, a sua soberba fachada oeste, inicia-se com três arcos, dedicados à Virgem (esquerda), a St.Anne (direita) e ao Juízo Final (centro).
Existe uma estrela colocada no pavimento à frente da Catedral que marca o Point Zero, o ponto exacto a partir do qual são medidas todas as distâncias em França.



Sainte-Chapelle
Catedral de Notre Dame
Point Zero

Continuámos depois a nossa viagem, não sem antes pararmos no Starbucks para beber um cafezinho. De café tomado, partimos rumo ao Museu do Louvre. Pelo caminho passámos pelo bonito edifício do Governo Municipal de Paris, pela Praça Igor Stravinsky, onde observámos as bonitas esculturas aquáticas de Niki de Saint-Phalle e pelo controverso e futurista Centre Georges Pompidou. Mesmo antes de chegar à Praça du Louvre vimos a bonita igreja de St. Germain l'Auxerrois, construída no séc. VI.

Governo Municipal de Paris
Place Igor Stravinsky
Centre Georges Pompidou
Igreja de St. Germain l'Auxerrois


Finalmente chegámos ao nosso destino e entrámos na Praça du Louvre, onde ficámos a admirar a pirâmide e a magnitude da praça. O Louvre é o maior palácio real do mundo e é uma das mais grandiosas galerias de arte, a ultra moderna pirâmide em vidro foi acrescentada em 1988 pelo arquitecto I.M. Pei, como entrada principal para o museu.
Como nenhum de nós era grande entendido em arte e o bilhete era caro, optámos por apenas dar uma volta e não entrar.

Museu do Louvre


Seguimos viagem e decidimos ir visitar as famosas Galeries Lafayette, que possuem uma decoração de arte nova muito interessante. Mas não conseguimos lá andar muito tempo, pois o calor que se fazia sentir era absolutamente impossível.
Fomos então para a zona de Pigalle, que é sobretudo conhecida pela vida nocturna, simbolizada pelo mítico Moulin Rouge, famoso desde a última década do séc. XIX, pela sua vida nocturna tipicamente parisiense. Passeamos pela rua absolutamente cheia de sex-shops e clubes eróticos.
Ah....No meio destas andanças um senhor pássaro qualquer decidiu fazer as suas necessidades enquanto eu passava por debaixo de uma árvore, é certo que me caiu na cabeça. No meio do azar, a sorte é que estava de gorro. Serviu logo, para o pessoal todo se rir de mim e do meu ar enojado.

Galeries Lafayette
Moulin Rouge


De seguida apanhámos o metro e fomos em direcção a Montmartre, para visitar a Basílica do Sacré Croeur. Posso dizer-vos que é um local que realmente vale a pena visitar. Pois para além da bonita basílica, podemos ver a cidade toda e ainda sentir o ambiente fervilhante que se sente na "aldeia" Montmartre.
A Basílica encontra-se no ponto mais alto de Paris, esta foi construída pela Nação em sinal de devoção ao Sagrado Coração, após a Guerra Franco-Prussiana.
Montmartre foi em tempos o centro do mundo artístico, actualmente encontra-se a abarrotar de de artistas de rua e de turistas.

Montmartre
Sacre-Coeur


Descemos depois a colina para ir apanhar o metro em direcção ao Museu Grevin, este combina figuras de cera com meios audiovisuais para recriar Paris do virar do século e é inspirado no Museu Madame Tussaud.
O bilhete não é propriamente barato, mas eu pessoalmente acho que vale a pena, fica em 22€ por pessoa. Lá encontramos essencialmente personalidades francesas, mas também mundiais. Nomeadamente, Madonna, Madre Teresa de Calcutá, Papa João Paulo II, Obama, entre outros.

Museu Grevin
Leonardo Da Vinci


O nosso primeiro dia termina na Praça de la Bastille, onde se encontra a Colonne de Juillet, construída em 1830, em homenagem àqueles que morreram nesse ano, na revolução dos três dias.
Acabava assim um dia em cheio, hiper mega cansados mas felizes com o dia cumprido.

Bastilha


2º Dia
O nosso segundo dia também foi recheado de aventura e boa disposição. Pena foi estar a chuviscar da parte da manhã.
Começamos o nosso percurso no Arco do Triunfo, monumento de estilo romano, mandado construir em 1806, por Napoleão, como glorificação das suas vitórias militares. Por debaixo do arco encontra-se no Túmulo do Soldado Desconhecido. Há ainda umas escadas e um elevador que conduzem ao telhado e no interior encontraremos um pequeno museu.
Este monumento encontra-se no início dos Champs-Élysées, que ao longo dos tempos se foi tornando num passeio muito popular. Inicialmente, era uma zona de passeio público, mandada fazer em 1667 por Luís XIV e Le Nôtre. Actualmente, é uma zona de construção densa carregada de lojas de griffe, salas de cinema, bares e cafés.
Após percorrermos toda a avenida, optámos por almoçar no McDonalds já que o nosso bolso não permitia outra coisa.

Arco do Triunfo
Túmulo do Soldado Desconhecido
Champs-Élysées


Da parte da tarde decidimos ir até Versalhes, para isso fomos apanhar o metro e até este era diferente dos demais e todo ele alusivo ao Palácio de Versalhes. Este palácio levou 21 anos a ficar com as dimensões desejadas pelo Rei Luís XIV, que acreditando estar a um passo do divino, quis para si próprio um palácio a condizer.
A visita ao Palácio está muito bem programada, com a possibilidade de colocarmos auscultadores e estar a ouvir a história de cada divisão ao longo do percurso. Por outro lado, quando acaba a visita ao interior podemos passar para o exterior e passear pelos bonitos jardins formais, com relvados, fontes e caminhos ornamentados com cerca de 200 estátuas.

Tecto do metro para Versalhes
Estátua de Luís XIV
Jardim do Palácio de Versalhes


Terminava assim o nosso segundo dia, cheios de novas histórias e com muito cansaço à mistura. Mas a valer a pena cada dor no pé e nas pernas. A viagem de regresso a casa foi praticamente todo feito a dormir uns para cima dos outros.

3º Dia
Chegava finalmente o dia de conhecer a Torre Eiffel. Logo pela manhã um tio nosso foi-nos buscar e levar a conhecer a tão famosa torre, situada no Champ de Mars. Apesar de ser bastante cedo, encontramos alguma fila para comprar os bilhetes para a subida até ao cimo. A construção da Torre Eiffel iniciou-se em 1887 e foi concluída em 1889, tendo 320,75 metros de altura. Esta foi mandada construir para assinalar o centenário da Revolução.
Ao chegarmos ao cimo da torre surge-nos uma vista de tirar o fôlego, podendo ver Paris de uma perspectiva muito mais ampla.

Torre Eiffel

Vista do cimo da Torre Eiffel

Depois da magnifica experiência na Torre Eiffel decidimos ir dar uma volta pelo Rio Sena, nos famosos Bâteaux Mouches. Este passeio deu-nos uma outra perspectiva da cidade e permitiu-nos ver monumentos que não tivemos hipóteses de visitar. Foi um passeio agradável e que serviu também para conhecermos um pouco mais da história da cidade, pois dentro do barco tínhamos uns auscultadores, que em diferentes línguas nos ia dizendo o que estávamos a ver.



Terminámos o dia a jantar num restaurante italiano mesmo no centro de Paris. Apesar de não ser propriamente barato, aconselho vivamente. Chama-se "La Cantina".

4º Dia
O último ficou reservado para visitarmos Disneyland Paris, mas também nos ficou reservado uma desagradável surpresa. Eu e um amigo ficámos doentes, devemos ter comido algo que nos fez mal e não conseguimos passar o dia na Disney. Entramos e ficámos cerca de 3 horas e depois tivemos que regressar a casa. Não foi uma visita muito feliz e portanto não tenho muito para vos contar. O que sei é que tenho que um dia voltar a Paris para visitar a Disneyland. Agora posso dizer-vos que do que vi gostei muito e havia alguns empregados a falar português, o que acaba por ser uma grande ajuda para quem não fala ou inglês ou francês.


Disneyland Paris

Terminava assim a nossa viagem à mítica cidade de Paris, não da melhor forma é certo mas foi uma viagem bastante agradável, em óptima companhia e cheia de peripécias engraçadas.
Na minha opinião muito pessoal, achei Paris uma cidade bastante cinzenta, ou seja, sem cor. É certo que é bonita, tem imenso para ver, muitas histórias para saber e uma alma muito própria, mas acho que lhe falta cor, vida.
Foi uma experiência bastante agradável e de certo não me importarei em voltar, pois ficaram imensos locais para ver.

Espero que gostem e que vos tenha sido útil.
:)

NOTA: Artigo publicado em 2014

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