PASSEIOS (cá dentro): Três dias passeando pelo Gerês - Dia 3 - Pitões das Júnias

O que é bom acaba depressa e os nossos três dias estavam a passar a um ritmo vertiginoso. Para o último dia ficou guardado um passeio maior, desta vez o destino era Pitões das Junias.

Para quem não conhece, esta aldeia situada a 1200m. de altitude pertence ao conselho de Montalegre e a sua história está intimamente ligada com a do Mosteiro Santa Maria das Junias que não podia faltar no nosso roteiro. 

 

Partimos de manhã cedo pois sabíamos que o caminho seria longo, ao fim de uma hora de viagem tivemos de fazer uma pausa, não devido ao cansaço, mas para registar a paisagem que nos rodeava:

 

 

Retomado o caminho chegámos por fim a Pitões das Junias, onde estacionámos o bolinhas. Era tempo de esticar as pernas e lá descemos pela estrada em calçada a pé. 

 

 

Ao chegar ao final da estrada foi altura de decidir o que ver primeiro. Seguir para a direita e visitar a cascata, ou escolher a esquerda, em direcção ao Mosteiro. 

 

 

 

A Cascata

 

A escolha foi fácil, pois tínhamos grande expectativa para ver a cascata. Fica o aviso aos visitantes: há uma bela escadaria a descer (e a subir no regresso) para chegar até ao miradouro.

Seguimos a direcção da tabuleta e descemos pela estrada até esta terminar, aí foi necessário avançar por um caminho mais acidentado para chegar à placa que confirmou que não estávamos perdidos:

 

 

A placa marca o início da (longa) escadaria que leva os visitantes até ao miradouro da cascata. Por esta altura já o calor começava a apertar. 

 

 

No final da escadaria, que se afirma como um desafio, somos recompensados com a famosa cascata de Pitões das Junias. Infelizmente, o calor voltou a fazer das suas e também esta cascata estava reduzida a um pequeno fio de água.

 

 

Conseguem ver a água?

Bom, era tempo de regressar pois o mosteiro aguardava a nossa visita. Regressámos a custo às tabuletas iniciais, o calor e o caminho sempre a subir deram uma luta imensa, mas seguimos em frente para conhecer o famoso mosteiro. 

 

O Mosteiro de Santa Maria das Junias

 

15 minutos depois, lá estava ele, embrenhado no monte e abatido pelos anos, mas ainda assim, presente na vida da povoação local que anualmente lhe faz romaria.

 

 

No topo do portão da entrada (a primeira das 6 imagens), não se vislumbram duas estátuas de dois ursos, que haviam desaparecido por obra dos amigos do alheio. 

Segundo a lenda, estes dois ursos são os defensores do mosteiro, uma vez que a imagem da Santa Maria das Junias foi encontrada por dois ursos junto a uma árvore, e ao verem a imagem da senhora se colocaram ao seu lado protegendo-a. Desde então, estes dois ursos tornaram-se a imagem dos protectores do mosteiro. 

 

Segundo descobri mais tarde, as imagens dos ursos foram encontradas no meio do monte durante a procissão anual de Nossa Senhora das Junias e devolvidas ao seu local original.

 

Para quem imagina como seria o mosteiro quando foi construído, aqui fica a maquete do mesmo nos seus melhores anos:

 

 

Para combater o calor, bem ao lado do mosteiro encontra-se um ribeiro de água bem fresca para molhar os pés e refrescar a cabeça antes de regressar.

 

 

E assim terminaram três mágníficos dias passados nesse paraíso que é o Gerês, mas muita coisa ainda ficou por ver. Fica a promessa de um regresso para breve. 

 

 

Créditos Imagens:

A primeira imagem e a imagem da maquete do mosteiro foram retiradas do site pitoesdasjunias.com

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Comentário de Bruno Miguel da Rocha Saraiva em 30 Outubro 2011 às 22:15

Exactamente Ana, Agora com estas chuvadas já deves encontrar umas cascatas mais decentes ;). Marina, as carnes não as provei pois dali ainda segui viagem para visitar a família então comemos num restaurante de beira da estrada a correr. Fica para quando lá voltar, desta vez com menos calor  :)

Luís vale bem a pena conhecer o Gerês, mas com mais tempo do que 3 dias.

Abraços a todos!

Comentário de Luis Marques Cotonete em 28 Outubro 2011 às 15:45
Pois é, o Gerês é uma caixinha de surpresas. Tenho de reconhecer que conheço mal o Gerês, não faço ideia onde fica Pitões das Júnias e muito menos o Mosteiro de Sta. M. das Júnias. Será com certeza mais um sítio a descobrir. Obrigado Bruno pela ideia
Comentário de Marina Soares em 25 Outubro 2011 às 15:24

Pitões das Júnias (que é bem capaz de ser dos nomes mais engraçados de localidades portugueses que conheço!!) vale mesmo a pena é no Inverno! E não é só pela cascata... Lembro-me que adorei o aspecto lúgubre das ruínas do mosteiro num vale fundo e húmido com árvores despidas, com a torrente fortíssima do rio ali ao lado. Aqui nas tuas fotos nem parece o mesmo sítio, eheheh!

Muito engraçada a reconstrução 3D do Mosteiro, nunca tinha visto.

E as carnes do Barroso, não provaste? Quando lá fui, pernoitei em Montalegre e tirei a barriga de misérias. Acho que nunca comi tanto na vida!

Comentário de Ana Tomasi em 25 Outubro 2011 às 15:23
Moral da história, se quiserem ver água vão na Primavera. ;) Gostei Bruno, vou guardar estas tuas sugestões.

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