PASSEIOS (cá dentro): Viagem à volta da região do Douro

É comum as pessoas referirem-se a esta região como “o” Douro, mas quem nunca sentiu esta expressão demasiado generalista? Quando alguém diz “No fim-de-semana passado estive no Douro” ou “Estas férias vou à região do Douro”, sentimos que isso é demasiado vago e tentamos perceber exactamente a que zona se refere. Isto porque esta região, além de rica em cultura e tradição, é muito vasta e diferenciada.
Se não conhece bem o Douro acompanhe-nos, fizemos um pequeno roteiro para si. Além da zona vinícola, há muitos outros locais que merecem visita, para não falar da própria paisagem, que, só por si, vale a pena.
Mas, focando a visita, vamos começar o nosso roteiro dividindo-o nos vários concelhos que fazem parte desta região:

Alijó

Esta vila histórica prima pela tranquilidade. Fica na Serra do Vilarelho, com uma paisagem marcada pelas típicas vinhas.
Aí, pode visitar-se, por exemplo, a Igreja Matriz de Santa Maria Maior, do século XVIII, os painéis de azulejos da Estação de Comboios do Pinhão, a Casa-Museu Maurício Penha, em Sanfins do Douro, ou o Miradouro de Casal de Loivos.

Armamar

Com miradouros de paisagens de cortar a respiração, como o Miradouro e Capela de S. Domingos do Fontelo (século XII-XII) e o Miradouro e queda de água de Misarela, Armamar fica na encosta de um monte repleto de vinha.
Além dos miradouros, pode também visitar-se a Igreja de S. Miguel, a Capela de Santa Ana, em Vacalar, e os centros rurais e aldeias típicas de S. Martinho das Chãs e S. Cosmado.

Carrazeda de Ansiães

O saber associado à cultura da vinha é uma tradição neste concelho, o que faz com que, hoje em dia, se continue a produzir vinho do Douro, a fazer cestos de castanho e pipas. O casario típico das aldeias mantém a traça original e também a gastronomia tradicional é preservada.
Para visitar, destaque para a Igreja de São Salvador, a Igreja de S. João Baptista, de origem românica, o Santuário pré-histórico com pinturas rupestres e os Miradouros do Alto da Graça e da Senhora da Saúde.

Freixo de Espada à Cinta

Aqui, a arquitectura de estilo manuelino é evidente e as paisagens mudam de cor consoante a altura do ano, proporcionando um ambiente tranquilo e de uma beleza ímpar.
A visitar, locais como a Torre do Galo, o Convento de S. Felipe de Néri (séc. XVII) ou o Castelo de Alva.

Lamego

Este é o concelho dos solares, das igrejas e do imponente Castelo de Lamego, locais a visitar por quem lá passa. É, assim, uma cidade de cultura e património por excelência recebendo, durante todo o ano, milhares de pessoas. 

Mesão Frio

Mesão Frio é o concelho que fica no derradeiro limite da região demarcada do Douro. Aqui, as paisagens são verdadeiros monumentos a visitar, para além das igrejas (Igreja de São Nicolau, Igreja Matriz de Barqueiros (neoclássica) e Igreja de Santa Maria de Oliveira, do século XVII), do Convento franciscano do Varatojo, que data do século XVIII e serve agora de edifício da Câmara Municipal e, ainda, os Miradouros do monte de S. Silvestre, do Imaginário e de Donsumil.

Peso da Régua

É uma das mais influentes cidades ribeirinhas da zona do Douro Vinhateiro. A visitar, a Capela das Sete Esquinas e a Capela do Cruzeiro, os vitrais da Casa do Douro de Lino António, o Museu do Douro, o Solar do Vinho do Porto, a estação arqueológica do Alto da Fonte do Milho e o Miradouro de S. Leonardo da Galafura.

Sabrosa

Também aqui os miradouros são a maior atracção, dada a beleza natural da paisagem. O artesanato é um marco de tradição neste concelho, em forma de pipas para acolher o vinho da região, cestas para albergar as célebres cavacas e cavaquinhas e rendas para as toalhas e colchas utilizadas em dias de festa e procissão.
Na lista de coisas a visitar estão ainda a Casa dos Pereiras, onde nasceu Fernão de Magalhães, o Castro (ou Castelo dos Mouros) e os Marcos Pombalinos.

Santa Marta de Penaguião

Situado bem no centro da Região Demarcada do Douro, este concelho, através  das suas ruas, jardins e solares, faz-nos viajar até ao longínquo ambiente do passado dos reis e das rainhas. História, património e tradição fazem-se sentir de forma muito marcante e em qualquer dos locais indicados para visita: Igreja Paroquial de Capela Pública, Pelourinho de Santa Marta de Penaguião, Pontes Romanas de Sever e Pontes Romanas e moinhos de Fontelas  e, ainda, o miradouro de Nossa Senhora do Viso em Fontes.

São João da Pesqueira

Festa e Folclore são as palavras que melhor definem este concelho da região do Douro. Estas tradições são constantes durante todo o ano, acentuando-se na altura do Verão, com as festas populares. 
Na altura das vindimas, as encostas ganham vida, cor e pessoas a cumprirem a tradicional tarefa.
Dos locais de interesse a visitar, fazem parte a Igreja Matriz de São João da Pesqueira, a Praça de República, do século XVIII, a Capela da Misericórdia, a Casa dos Távoras, a Barragem da Valeira e o Miradouro de S. Salvador do Mundo.

Tabuaço

Como, de resto, é comum em toda a região do Douro, também o artesanato deste concelho está intimamente ligado à vindima.
As paisagens, entre o verde e o azul, são marcadas pelas margens do rio, o sossego e o ar puro.
A visitar, o Antigo Convento de S. Pedro das Águias, os marcos graníticos e pelourinhos e, ainda necrópoles, dólmens, lagares e vias romanas.

Torre de Moncorvo

Está localizada em plena encosta da Serra do Reboredo. Vila de património arquitectónico e ruas estreitas, quem passeie por Moncorvo é facilmente levado até ao século XVI. A paisagem parece um quadro impressionista, com os tons verdes a dominar.
Além da Igreja Matriz, da Igreja da Adeganha, da Igreja da Misericórdia e da Igreja de Santo Apolinário, pode ser ainda visitar o Museu do Ferro, a Mata Nacional do Reboredo e o Miradouro de S. Gregório, em Adeganha.

Vila Real

Por ficar a cerca de 450 metros de altitude, tem uma vista privilegiada e tem um grande património histórico e cultural, com igrejas, palácios, solares brasonados, museus, galerias e bibliotecas, que conjugados com as avenidas de jardins o enriquecem ainda mais.
Exemplos claros disso são a Igreja de São Domingos, Sé Catedral, a Casa de Diogo Cão, o Palácio Solar de Mateus, o Santuário Rupestre de Panóia, o Museu de Arqueologia e Numismática de Vila Real, a Muralha centenária Fojo do Lobo da Samardã e o Parque Natural do Alvão e a aldeia de Lamas d' Olo, com as suas casas cobertas de colmo.

Vila Nova de Foz Côa

Reconhecido não só a nível nacional, mas também internacional, é em Vila Nova de Foz Côa que se encontra, numa extensão de 17 quilómetros entre os vales do Douro e do Côa,  o Parque Arqueológico, o maior museu ao ar livre de arte paleolítica, classificado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO em 1998. Este é um dos locais de visita obrigatória, mas há outros: Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pranto, Castelo de Numão, Castelo de Castelo Melhor, as ruínas da antiga cidade episcopal de Caliábria, em Almendra, e a Quinta e Museu de Ervamoira.

Entre a água e os carris

Quem ficou com vontade de ver tudo e goste sobretudo da vista, pode optar por um passeio pela zona. Há já várias alternativas de roteiros e até de transportes para o fazer.

Deixamos-lhe algumas opções e contactos:

Uma vez que estamos no mês de Setembro, época das vindimas, a DouroAzul lança o “Cruzeiro das Vindimas”, um passeio de um ou dois dias que reúne um conjunto de programas especiais para que possa optar por experiências distintas ligadas a esta tradição.
No programa de dois dias pode optar pelo “Douro Tradicional”, que navega até à Régua, conta com música ambiente e workshops de provas de vinho e ainda, já em terra, uma participação numa lagarada e, depois, na Festa das Vindimas, colhendo e pisando as uvas, na Quinta da Pacheca, ou pelo “Terra Quente”, onde poderá assistir a uma actuação de um rancho folclórico, visitar a adega e a área de produção de vinho, provar alguns vinhos durienses, desfrutar de um almoço regional e, ainda, assistir à actuação de um grupo de cantares e de dança da região. O primeiro dia acaba, se ainda reservar alguma energia para isso, com uma participação nas lagaradas.

No segundo dia, desfrute de um passeio até Barca d’Alva, com quilómetros de uma paisagem grandiosa do Douro Superior.Mas se só puder ocupar um dia descanse que também há um roteiro para si. Aliás dois: o programa “Douro Vinhateiro”, que começa na Estação de Campanhã e inclui um pequeno-almoço regional na Quinta da Campanhã, na Régua, uma actuação de um rancho folclórico, uma visita à adega, uma prova de vinhos e ainda, da parte da tarde, um cruzeiro com o percurso Régua - Pinhão - Régua, com passagem pela Academia de Vinho do Vintage House Hotel, ou o “Douro Património” onde, sempre a bordo, faz o percurso entre o Porto e o Pinhão, subindo ou descendo o rio e onde pode desfrutar de workshops de provas de vinho e actuações musicais.


Programas de 2 dias

Douro Tradicional

Datas: Fim-de-semana - 10, 17 e 24 de Setembro
          Dias de semana – 12 de Setembro

Terra Quente

Datas: 10, 12, 17 e 24 de Setembro 

Programas de 1 dia

 Douro Vinhateiro

Datas: todos os dias de Setembro

Douro Património

Datas: Setembro - Douro Património subida de barco (semana): Segundas, Quartas e Sextas
                            Douro Património subida de barco (fim-de-semana): Sábados                               

                            Douro Património descida de barco (semana): Terças e Quintas
                            Douro Património descida de barco (fim-de-semana): Domingos 

Site 

Outra opção, que nos faz recuar no tempo, é a viagem no Comboio Histórico a Vapor pela linha do Douro, fazendo o percurso Régua - Pinhão - Tua – Régua.
Este ano, o percurso faz-se todos os sábados, de 23 de Julho a 1 de Outubro, e é marcada pela magia de percorrer a bela paisagem do Douro, classificada pela UNESCO como Património da Humanidade, numa locomotiva a vapor antiga, de cinco carruagens absolutamente históricas com uma capacidade de 250 lugares.
Há uma paragem no Pinhão, para uma visita à Wine House. Durante a viagem, é ainda servido, numa cortesia em associação com a Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo, um cálice de vinho do Porto e uma bola regional, tudo acompanhado de música e cantares regionais, em actuação ao vivo.
Um “banho” de cultura e tradição numa viagem única ao passado.

Preços: Adulto: 45€/ 40€ (grupos com mais de 10 pessoas)
            Criança (dos 5 aos 12 anos): 25€/ 20€ (grupos com mais de 10 pessoas)
Site 

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Comentário de António Pedrosa em 27 Setembro 2011 às 12:51
Todo o norte é convidativo. O Douro então, é imperdivel.
Comentário de Luis Marques Cotonete em 10 Setembro 2011 às 16:46
O Douro é fantástico, quando o visitarem não deixem de fazr um passeio de comboio e um de barco. É das melhores formas de sentir esta região.
Comentário de Ana Maria Cano Meira em 7 Setembro 2011 às 13:09
Já fiz quase todos estes passeios e adorei!!!!
Comentário de Luisa Carvalho em 7 Setembro 2011 às 12:57
Que sugestões maravilhosas!

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