PASSEIOS (cá dentro): Feira Nacional do Cavalo da Golegã

Se existe um animal de lindo porte é o cavalo, para o qual dá gosto olhar maioritariamente quando está em liberdade, de crina e cauda ao vento, galopando por prados verdes que se perdem no horizonte. No entanto, ele também é belo quando engalanado para estar presente em eventos. Assim acontece todos os anos numa dos mais importantes eventos em Portugal, A Feira Nacional do Cavalo da Golegã, a qual remonta ao século XVIII, inicialmente conhecida como Feira de São Martinho.

Este ano a Feira do Cavalo tem lugar de 04 a 13 Novembro de 2011, no Largo do Marquês de Pombal, Golegã - informação e foto extraídas do site da Câmara da Golegã .

O programa de 2011

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A Feira

O nome oficial desde o início dos anos 70 é a "Feira Nacional do Cavalo" e hoje é considerado um dos eventos mais importantes de seu tipo em Portugal.

Golegã, também conhecida como "A Capital do Cavalo”, embora seja uma pequena cidade tranquila e pacata, tem mantido a tradição e ganha vida durante o festival anual. É visitada anualmente por milhares de turistas e negociantes de cavalos de todo o mundo. Este evento sempre foi o principal encontro e local de negociação para o famoso cavalo Lusitano.

Golegã a terra do Cavalo

A sua história

O lugar de Golegã outrora pertença da Vila de Santarém, foi elevado à categoria de Vila por carta de D. João III, datada de 3 de Novembro de 1534. Segundo vários autores, a Vila da Golegã teve origem no tempo de D. Afonso Henriques ou de D. Sancho I, quando uma mulher natural da Galiza e que residia em Santarém veio estabelecer-se com uma estalagem neste local.

Que a Golegã já existia no século XV, parece não haver dúvidas, bem como depois de se haver estabelecido nela a dita Galega, ter passado a denominar-se Venda da Galega, Póvoa da Galega, Vila da Galega e mais tarde por corrupção de linguagem, "Golegã".

A par da importância do lugar em que se situa, a região da Golegã detinha uma das maiores riquezas: um solo fértil: A fama das suas terras chamou muito povo a si, como grandes agricultores e criadores de cavalos. Dos tempos mais remotos vêm alusões à região, à Quinta da Cardiga que em 1169 foi dada por D. Afonso I à ordem do Templo para arroteamento e cultivo. De século para século foi a mesma sendo doada a outras ordens e, a partir do século XIX, comprada por diversos grandes agricultores.

A partir de 1833, e com o apoio dado pelo Marquês de Pombal, a feira começou a tomar um importante cariz competitivo, realizando-se concursos hípicos e diversas competições de raças. Os melhores criadores de cavalos concentravam-se então na Golegã.

No século XIX, com base na valorização agrária da região, a Golegã voltou a ter grande importância para o que muito contribuíram as figuras de dois grandes agricultores e estadistas: Carlos Relvas, fidalgo da Casa Real, grande amigo do Rei, comendador, lavrador, artista, proprietário de diversos estabelecimentos agrícolas e de dois palácios (onde por várias vezes hospedou a família real), e José Relvas, seu filho, imensamente ligado à causa republicana, ministro das finanças e também um grande artista.

Em meados do século XVIII, teve o seu começo a Feira da Golegã, chamada até 1972 Feira de S. Martinho, data a partir da qual passou a denominar-se Feira Nacional do Cavalo. É a Feira Nacional do Cavalo a mais importante e mais castiça de todas as feiras que no seu género se realizam em Portugal e no mundo. Aqui se apresentam todos os criadores, com os seus belos exemplares, razão pela qual, se transaccionam na Golegã, os melhores puro-sangue, criados no País, que são vendidos para vários pontos do globo.

A Golegã há muito que passou a ser a Capital do Cavalo. O dia de S. Martinho, de feira que foi, passou ao mais belo e único espectáculo equestre público que se realiza a nível gratuito entre nós. Ralies, Raids, Jogos Equestres, Campeonatos, Maratona de Carruagens, Exibições, são alguns dos mais belos espectáculos que na Golegã se realizam na sua apresentação do mais belo animal do mundo que é o cavalo. E para complemento da festa justificando o adágio popular que, "Pelo S. Martinho prova o Vinho", não faltarão a água-pé e as sempre apetecidas castanhas assadas.

Colocação de ferraduras

Existem muitos eventos diferentes durante a feira, desde espectáculos, desfiles, várias provas equestres, jogos e exposições.

Os turistas podem contar também com a gastronomia local, já para não falar de famosa "água pé" e das castanhas assadas.

Este ano voltarei para apreciar o que a feira me der e como sempre, até à próxima!!

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