PASSEIOS (cá dentro): Mosteiro de Santa Maria da Vitória, conquistador de batalhas

Mal saí do carro, percorrendo os poucos metros que me distanciavam do Mosteiro, e já os cadernos de História se passeavam pela minha memória fazendo-me fantasiar com reis e rainhas. Parada em frente da sua fachada de cor dourada, quase pareço escutar D. João I, Mestre de Aviz, a ordenar que seja edificado um monumento em nome de uma promessa feita à Virgem Maria. Este exemplar de arquitectura gótica e manuelina é tão esplendoroso e expressivo que por pouco me sinto ao lado de D. Nuno Álvares Pereira na Batalha de Aljubarrota.

Pode parecer exagero, e obviamente que hiperbolizo a minha capacidade de me imaginar a viver na idade média, mas não amplifico nem um pouco a minha admiração por estas mostras de arte capazes de me tiranizar o olhar enquanto as fotografo impulsivamente em cada pormenor.

 



O Mosteiro da Batalha ou se quisermos, com mais precisão, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, merece ser observado por olhos atentos a pormenores, capazes de admirar as suas capelas, os seus claustros, observando a impetuosidade das suas abóbadas, a magnificência do contraste entre a frieza da pedra e a riqueza dos detalhes que a adornam, os seus rendilhados, os vitrais que o embelezam com côr.  

 

 

 

 

Mais do que por ser um monumento que constitui um marco na história nacional, a sua grandiosidade e a sua beleza justificam a entrada directa para a lista obrigatória de locais a serem visitados e explorados e tornam-no um excelente pano de fundo para momentos que queremos marcantes na nossa história pessoal.

 

 

Sem oferecer resistência à minha curiosidade fotografei-o sem qualquer pudor, resistindo a qualquer pedido de clemência da parte dos seus segredos e perscrutei-o nos mais recônditos espaços.  Para quem gosta de fotografar, a cereja no topo do bolo surge com o facto de não existirem multidões de pessoas e ser, por isso, possível ter a sensação de ter o Mosteiro só para nós, sem vozes alheias, sem outros olhares que interfiram na química do momento.

 

 

 

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Comentário de Rita S em 19 Janeiro 2012 às 15:15

Como não sou defensora de purismos também acho que a pluralidade de estilos o torna bastante interessante. Os quase dois séculos de construção trouxeram-lhe essa originalidade. Em breve conto ir ao de Alcobaça, revê-lo após alguns (muitos) anos de ausência. Temos em Portugal monumentos fantásticos que merecem pequenas escapadelas para os visitar.

Comentário de Marina Soares em 19 Janeiro 2012 às 13:08

Este foi o primeiro mosteiro que visitei em criança e impressionou-me tanto que se tornou o meu preferido! Visitei-o com um amigo francês que já tinha estado em Chartres e que por isso não ficou tão eufórico como eu. Compreensível? Não sei... eu adoro-o! Não quero saber quando dizem que o de Alcobaça tem as linhas mais puras, um gótico mais clássico e elegante, e que este é uma mistura mais trapalhona de influências, correntes e épocas.

Acho maravilhoso o excesso de ornamentação e o rendilhado da pedra por todo o lado. Viva o Mestre Afonso Domingues... e já agora, a padeira de Aljubarrota, que sem ela, não havia cá Vitória para ninguém... ehehe.

E viva a Rita, que o trouxe até aqui ao Myguide!

Comentário de Filipa Studer em 19 Janeiro 2012 às 10:24

Há anos que não o visito mas a minha próxima visita a mosteiros vai ter que ser ao de Alcobaça :)

Já estou há muito tempo para o visitar...

Comentário de Rita S em 18 Janeiro 2012 às 18:09

Olá Ana, imagino que a altura do ano possa ter influência no número de pessoas que o visitam mas quando o fiz estava mesmo pouca gente. Obviamente que, tal como dizes, também prefiro que muito gente o visite, pois a sua grandiosidade assim o merece mas confesso que também me soube muito bem estar alguns momentos sós, sentindo aquelas paredes só minhas :)

Comentário de Ana Maria Cano Meira em 18 Janeiro 2012 às 11:12

Estive lá há muito pouco tempo e por acaso estava com muita gente. Mas o ter pessoas foi dar vida a um espaço com história e muitas histórias.

Realmente adorei recordar a minha história.

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