PASSEIOS (cá dentro): À descoberta do Douro

Passear no Douro sempre me encantou. A melhor altura do ano é na Primavera ou no Outono, mas este ano não foi possível e Julho foi a data escolhida. 

Para se usufruir do Douro, há que fazer três coisas: andar de comboio, andar de barco e, o mais comum, passear de carro.

Desta vez o destino escolhido foi a Quinta da Ermida, um encantador turismo de habitação, do lado oposto de Resende, por ter cais para barcos, pois, muito perto, na outra margem do Douro, fica Caldas de Resende, onde, na pequena marina, há um veleiro, que combinando nos vem buscar ao nosso cais para realizar um passeio no Rio.

A Quinta da Ermida tem outra peculiaridade: a estação de comboios a cerca de 200 metros de distância.

Assim iniciámos a nossa aventura. Fomos de comboio até à Régua cujo trajecto é quase sempre junto ao rio, o que é lindíssimo.

Na Régua demos um pequeno passeio a pé, onde sempre se encontra algum canto com encanto. Almoçámos numa tasquita o prato único, massada do campo, e fomos visitar o Museu do Douro, onde decorria uma exposição da Casa Ferreirinha, sobre a D. Antónia e o vinho do Porto. 

Aproximando-se o fim do dia e após observar o pôr do sol no Douro, fomos jantar no “Douro In”, restaurante que fica ao lado do Museu. Comemos uma das especialidades, Rolo de Dourada recheada com Salmão e Espinafres. Estava óptimo, pena foi não ter gastronomia da região.

Regressados à Quinta da Ermida, acabámos a noite a conversar com o proprietário, o Sr. António Pinto, que foi simpatiquíssimo e prestável, dando-nos informações preciosas de como devemos olhar para o Douro e sua envolvência.

No dia seguinte, cheio de sol, tomámos o pequeno almoço no jardim e assistimos à chegada do veleiro que nos foi buscar para um passeio no rio. A saída de barco da “nossa” Quinta é fantástica. Até parecia que estávamos a ser protagonistas de um filme.

O dia estava soberbo, mas não havia um ponta de vento e não conseguimos abrir a vela, fazendo o trajecto todo a motor. Este facto não tirou beleza ao passeio que foi sensacional. O sol a bater,  o sossego à volta, a beleza das margens, tudo faz parte de um sonho.

Estes dois passeios mais a estadia encheram-nos as medidas. Quanto ao passeio de carro, que foi igualmente fantástico, falarei num próximo artigo.

Nesta pequena viagem consegui juntar todas as peças de um puzzle, para que tudo corresse bem e comecei a entrar num sonho que durava em aparecer: passear de carro, barco e comboio, combinando com pequenos percursos a pé.

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Tags: comboio, douro, passeios (cá dentro), veleiro

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Comentário de Pedro Castanheira em 19 Agosto 2011 às 19:04
Olá Bitina, o passeio entre a Régua e Pinhão é bonito, mas as paisagens mais bonitas são entre Pinhão e Pocinho. A paisagem é mais variada por ser mais acentuada e as escarpas em granito a seguir à barragem do Cachão da Valeira são únicas. Aproveito para lembrar que o myguide tem acordos com algumas das empresas de barcos que fazem esses trajectos e pode beneficiar, gratuitamente, de descontos, imprimindo um desses vouchers e apresentá~lo na altura da compra da sua passagem. Boa viagem.
Comentário de Joana Sá Pinto em 18 Agosto 2011 às 17:14
Óptimo, Luísa. Obrigada!
Comentário de Marina Soares em 18 Agosto 2011 às 15:07
Ai que inveja!!!  Pareceu-me tudo óptimo!
Comentário de Bitina Santos em 18 Agosto 2011 às 14:36

olá

sou suspeita porque o Douro/Trás os Montes  é a minha área !!! Sem dúvida que é uma das melhores zonas para passar dias ou meses! Em setembro vou lá voltar desta vez para fazer o cruzeiro Régua/Pinhão/Régua !!

Comentário de Luísa Raquel Soares de Freitas em 18 Agosto 2011 às 11:20

Joana, pode encontrar informação sobre os passeios de veleiro nos seguintes sítios:

https://www.facebook.com/douroavela

http://www.douro-a-vela.pt/

 

Comentário de Joana Sá Pinto em 17 Agosto 2011 às 15:24
E esse tal passeio de veleiro foi organizado pela tal Quinta da Ermida ou é necessário ter o contacto?
Comentário de Luísa Raquel Soares de Freitas em 17 Agosto 2011 às 12:38
É com muito orgulho que o "ouço" falar tão bem da minha terra, que é por si tão bem conhecida como "do lado oposto de Resende". Pessoas menos informadas costumam tratá-la por Coordenadas GPS 41.1245N, 7.95W, "aquele sítio onde se faz o Festival do Anho Assado e Arroz de Forno, aquela terra onde Eça escreveu o livro 'A Cidade e as Serras', depois do Marco de Canaveses mas antes da Régua, o concelho mais interior do distrito do porto ou até a terra do pastor que ganhou a Casa dos Segredos, mas eu prefiro chamar-lhe BAIÃO.

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