Mais um ano de filmes, mais um ano de globos e de compasso de espera para os Óscares.

Desta feita temos um manjar variado, por um lado as biografias com “The Fighter”- de David O. Russell, “The Social Network” de David Fincher e “The King`s Speech" de Tom Hooper, o western “True Grit” com os irmãos Coen a dirigir, “Inception” de Christopher Nolan, que Freud certamente apreciaria se estivesse entre nós, os manuais de sobrevivência com “Winter`s Bone” de Debra Granik e “127 Hours” de Danny Boyle, “The Kids Are All Right” de Lisa Cholodenko na comédia e “Toy Story 3” de Lee Unkrich na animação. And last but not least- “Black Swan” de Darren Aronofsky.
Daqui o que podemos concluir? Que a competição é cerrada, basta juntar Danny Boyle, David Fincher, Christopher Nolan, Joel e Ethan Coen e Darren Aronofsky e temos um leque de fortes cineastas, apesar de nem todos terem sido nomeados na referida categoria.
Se seguirmos os passos dos globos de ouro e se dermos uma de Nolan e entrarmos na mente do “Zé povinho” americano concluímos que o grande vencedor poderá ser “The Social Network”.
No que a mim me diz respeito, enquanto apreciadora obcecada da sétima arte e crítica humilde, deposito os meus maiores sonhos e desejos em Black Swan e em Inception e estendo a mão a Aronofsky, enquanto lamento não poder estendê-la a Christopher Nolan.
O cinema é vida, mas é criatividade, paixão e imaginação, também nesse campo Black Swan e Inception preenchem os requisitos. Natalie Portman merece o Óscar e se o não receber a academia enlouqueceu de vez e Darren Aronofsky merece-o também. O que Aronofsky faz com um filme é de uma delicadeza crua em luta com uma agressividade pura. O olhar de Aronofsky em Black Swan recorda-nos o olhar em Requiem for a dream, um crescendo de ilusão, de loucura, de perdição, para no final ser rematado da forma mais estranha, imprevisível, mas mesmo assim espontânea. Alguém consegue pensar em “miudezas”, na conta da luz ou nos pneus novos para o carro com 10 anos, enquanto vê um filme de Aronofsky? Alguém por acaso fica indiferente e levanta-se da sala de cinema para ir dormir que nem um anjo? NUNCA! Eu depois de ver um filme do Aronofsky ando dias sem me lembrar de pagar as contas, com insónias fulminantes e com os pneus carecas.
A pergunta agora é… Será isso que a academia quer, emoções ao rubro, o embalo doce de um cisne branco e a torrente explosiva de um cisne negro? Ou apenas seguir os passos da ascensão de uma rede social que é já o quarto país em população, se se tratasse efectivamente de um país?
Reparem que isto é já uma pergunta retórica! Como sói dizer-se numa quase gíria portuguesa: “Temos pena”!

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