PASSEIOS (cá dentro): Rio-a-Dentro.O rio Tejo como nunca o viu - Corvo-marinho, a ave mais improvável de mergulhar

Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo)

Corvo-marinho, a ave mais improvável de mergulhar, mergulha no rio Tejo e como nenhuma outra.

Nesta altura do ano as aves Invernates voltam ao rio Tejo, são milhares de aves de dezenas de especíes diferentes.

Quem gosta de observar e fotografar aves esta é altura ideal; além de já terem chegado todas as Invernantes podemos

ainda ver as que simplesmente estão de passagem rumo a outras paragens.

O melhor período do dia para observar aves é de manhã, quando o dia ainda esta fresco. Embora ao fim da tarde também

seja uma boa altura. Os dias de Inverno e Primavera com o céu limpo e sem vento são normalmente dias bons. Depende

sempre da época do ano o tipo de aves que se podem avistar, mas agora podemos ser sobrevoados por uma Águia-pesqueira,

ou ser surpreendidos por um Corvo-marinho a mergulhar.

 

 

Esta é a altura perfeita para podermos ver os Corvos-Marinhos no nosso rio Tejo, no Escaroupim – Salvaterra de Magos.

É uma ave invernante, o que quer dizer que vem cá passar parte do ano (Outono e o Inverno). Chegam no fim de Setembro,

princípio de Outubro e partem em Março, vão fazer ninho noutras paragens entre Março e Abril. Põem geralmente 3 ou 4 ovos

alongados e de cor branca-esverdeada. Têm uma postura de entre 28-29 dias e ao fim de 50 dias os juvenis podem voar.
São aves - com 85/90 cm de altura e um envergadura de asas de 150cm - grandes, escuras e parecidas com um réptil,

nesta altura são completamente escuras, pretas com um tom esverdeado e ligeiramente esbranquiçadas no queixo.

Na primavera têm o queixo e as bochechas brancas, na época de reprodução têm uma mancha branca na perna durante

um curto período. Os juvenis são a castanhos escuros, mas têm o ventre esbranquiçado.

Quando navegamos Rio-a-Dentro em pleno Tejo, vimos muitas vezes os Corvos-marinhos de asas abertas. E a pergunta é:

"O que estão eles a fazer?" e resposta é sempre a mesma, “estão a secar as penas”. O Corvo-marinho é a ave mais improvável

de mergulhar, não o devia fazer, mas fá-lo e bem. Ao mergulhar molha as penas que não são impermeáveis como os patos, por

exemplo, e depois tem que as secar e para isso abre as asas. Geralmente podemos vê-los a secar ao sol em pequenos grupos.

Mergulha para capturar peixe e assim se alimentar. Mergulha geralmente a pouca profundidade, mas pode atingir os 9 metros,

e alimenta-se quase em exclusividade de peixe, cerca de 750 gramas por dia. Muitas vezes ao passar de barco vemo-los

mergulhar e tentamos adivinhar onde vão aparecer. Aparecem sempre no sitio mais improvável porque aguentam bastante tempo debaixo de água.



Ficamos à vossa espera, nós e os simpáticos Corvos-marinhos. Traga a máquina fotográfica e os binóculos, vamos ter muito

por onde os usar.

Ligue para a Rio-a-Dentro, Passeios de natureza no Rio Tejo  91 58 80 518 e reserve o seu lugar.

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